E eis que sairam ciclicas mais uma vez. Curioso... não me chamaram outra vez! Tenho a certeza que se tivesse concorrido para trabalhar no "cu-de-Judas" já estava colocada. Mas de que me interessa isso? O ano passado fiquei colocada a 120 km de casa, e não consegui poupar 1 cêntimo. Este ano, optei por concorrer para mais perto (não concorri para o Algarve nem para Trás-os-Montes), perfazendo um raio de 70/80 km de minha casa. A ministra veio para a televisão na Segunda-Feira, vangloriando-se que este ano não se tinham ouvido as notícias dos professores "desterrados". É verdade. Nesse aspecto, alguns professores tiveram sorte. Outros muitos casos que conheço não tiveram essa sorte. Mas esses certamente a Ministra desconhece!
Há várias profissões, como esta, em que a necessidade obriga à sujeição das mais sórdidas condições para se exercer a profissão de que se gosta. Particularmente, a mim custa-me ouvir dizer que os professores ganham bem, quando eu sei que é mentira. Ganha-se bem, se compararmos o valor do salário com o salário mínimo nacional. E quê? Para que andaram estas pessoas a investir mais nos estudos? São LICENCIADOS! Antigamente, isto queria dizer algo. Agora são tratados como cantoneiros (sem ofensa a estes, que exercem uma profissão com tanto valor como a de professor). Para quando um subsídio de deslocação, como aufere qualquer trabalhador do sector privado que necessite de se deslocar por conta da empresa? Os juízes têm inclusivamente casa paga. Eu acho bem e já não peço tanto. Uma ajuda de custos. Para que os professores comecem a poder ter alguma estabilidade.
Ouvi ontem que vai haver uma reportagem na SIC sobre Mestres e Doutores que estão desempregados. Um deles dizia que pensava muitas vezes que teria sido melhor ficar como o 12.º Ano. Também já pensei isso muitas vezes... É uma vergonha este país chegar a este ponto. Depois admiram-se que os nossos melhores valores vão para o estrangeiro! Mas esta é já uma questão histórica. Estão a preservar a nossa história, já que sempre aconteceu isto...
Sem comentários:
Enviar um comentário